Quarta 23 Janeiro 2019

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SUICIDIO NUNCA!

Observa-se que a população vive uma crise de amor. O desânimo, apatia, cansaço, falta de motivação, de expectativas,  as facilidades, os acessos ilimitados a tudo, até mesmo o aumento da expectativa de vida são fatores que têm alterado o rumo das famílias neste século. De modo geral existe uma insatisfação crescente. O excesso de informações, tragédias, catástrofes naturais, dificuldades têm sido subsídios para as pessoas não acreditarem no futuro. 

 

Estatísticas apontam que  grande número de jovens saem da universidade com medo de enfrentar o mercado de trabalho. Os números do desemprego e a crescente  incidência de transtornos mentais não psicóticos (ansiedade e depressão) são marcos de uma época da Humanidade.

A exposição demasiada da vida pessoal nas redes sociais, os jogos, os de superação entre os jovens, a busca de afirmação pessoal, sexual e muitas vezes uma simples frustração podem levar ao ato impensado do suicídio.

Estima-se que, por ano, cerca de um milhão de pessoas cometem suicídio no Mundo, um a cada 40 segundos. Em 2020 esse número pode chegar aos 1,5 milhões (OMS, 2014).

O suicídio representa a 17ª causa de morte a nível mundial, chegando mesmo a ocupar o 2º lugar da lista na faixa etária entre os 15 e os 29 anos. 

Nos últimos 50 anos, as taxas de suicídio cresceram 60%, com maior incidência entre idosos e jovens, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos. Esse índice é considerado um grave problema de saúde pública.

Portugal, sede da 3ª Concafras Mundial pela Paz, está acima da média global de suicídios, registrando uma taxa de 13,7 por cem mil habitantes em 2015, ano em que a média global foi de 10,7.  Registra-se também  um alto índice de suicídios em pessoas acima de 65 anos.

O suicídio revela-se num “fenômeno complexo e multifacetado fruto da interação de fatores de ordem filosófica, antropológica, psicológica, biológica e social”. (1)

O estigma em relação ao tema impede muitas vezes o pedido de ajuda.

Mas, ainda que o cenário seja alarmante, o suicídio pode ser prevenido.

O Espiritismo, por meio da Campanha Camilo Castelo Branco de Prevenção do Suicídio, surge como a  luz no fim do túnel, devolvendo a esperança aos corações dilacerados pela dor.

Atuando por meio de campanhas educativas, palestras em praças públicas, escolas, terminais rodoviários e outros locais de grande aglomeração de pessoas, é feita a divulgação de mensagens esclarecedoras e consoladoras à população.

A Campanha Camilo Castelo Branco foi inspirada no livro Memórias de um Suicida, de Ivone A. Pereira, cujo o autor espiritual é um escritor português, personagem principal do romance, que na obra recebe um pseudônimo. O romancista, por meio de estudos sérios, conta, sem meias palavras, toda a realidade do além-túmulo relativa aos que tiram a própria vida.

A Campanha visa levar a todos os recantos do Planeta o esclarecimento que o suicídio é a porta falsa de saída de todos os problemas, demonstrando que as consequências  desse ato prolongam o sofrimento de quem o intenta. 

(1)   Programa Nacional Saúde Mental – Plano Nacional de Prevenção do Suicídio 2013/2017 – Ministério da Saúde – Governo de Portugal

 

 

SUICIDE NEVER!

 

It is observed that the population lives a crisis of love. Discouragement, apathy, fatigue, lack of motivation, expectations, facilities, unlimited access to everything, even an increase in life expectancy are factors that have changed the course of families in this century. There is generally increasing dissatisfaction. Too much information, tragedies, natural disasters, hardships have been subsidies for people not believing in the future.

Statistics point out that a large number of young people leave university for fear of facing the labor market. The numbers of unemployment and the growing incidence of non-psychotic mental disorders (anxiety and depression) are milestones of an age of humanity.

Too much exposure of personal life in social networks, games, overcoming among young people, the pursuit of personal, sexual affirmation and often a simple frustration can lead to the unthinking act of suicide.

It is estimated that, per year, about one million people commit suicide in the world, one every 40 seconds. By 2020, this figure could reach 1.5 million (WHO, 2014).

Suicide is the 17th leading cause of death worldwide, even ranking second in the 15-29 age group.

Over the past 50 years, suicide rates have increased 60%, with a higher incidence among the elderly and young people, especially in Europe and the United States. This index is considered a serious public health problem.

Portugal, home of the 3rd World Concafras for Peace, is above the global average of suicides, registering a rate of 13.7 per 100,000 inhabitants in 2015, when the global average was 10.7. There is also a high suicide rate among people over 65 years of age.

Suicide is revealed in a "complex and multifaceted phenomenon fruit of the interaction of factors of philosophical, anthropological, psychological, biological and social". 

The stigma in relation to the subject often prevents the request for help.

But even if the scenario is alarming, suicide can be prevented.

Spiritism, through the Camilo Castelo Branco Campaign for Suicide Prevention, emerges as the light at the end of the tunnel, returning hope to hearts torn by pain.

Acting through educational campaigns, lectures in public squares, schools, road terminals and other places of large gatherings of people, is made the dissemination of messages enlightening and consoling the population.

The Camilo Castelo Branco Campaign was inspired by Memoirs of a Suicide by Ivone A. Pereira, whose spiritual author is a Portuguese writer, the main character of the novel, who receives a pseudonym in the book. The novelist, by means of serious studies, tells, without half words, the whole reality of the beyond-tomb relative to those who take their own lives.

The Campaign aims to bring to all corners of the Planet the clarification that suicide is the false door to exit all problems, demonstrating that the consequences of this act prolong the suffering of those who try.

National Mental Health Program - National Plan for Suicide Prevention 2013/2017 - Ministry of Health - Government of Portugal.